Casos de meningite na Bahia aumenta automedicação

do Tribuna da Bahia

Os casos de meningite que matou seis pessoas em Porto Seguro nas últimas três semanas provocou uma corrida por vacinas em clínicas particulares e levou parte da população a se automedicar.

Médicos da região relatam casos de efeitos colaterais em razão do uso indiscriminado de um antibiótico usado contra a doença. Em parte das farmácias, o produto se esgotou.

Em uma clínica da vila de Trancoso, onde o surto começou no último dia 18, quase 700 pessoas foram vacinadas em quatro dias. Cada dose custa R$ 160. O efeito começa entre 15 e 30 dias após a aplicação. Nos hospitais da rede pública, a vacina não está sendo fornecida porque a prefeitura considera o surto “sob controle”.

O governo estadual aguarda um período de até 14 dias sem o registro de novos casos para confirmar o controle do surto. Estima-se que isso ocorra no próximo domingo. A referência usada pelo Estado é o período de incubação da meningite, de dois a dez dias, quando a pessoa pode desenvolver a doença e transmiti-la.

Foram confirmados nove casos na cidade. Três pessoas seguem internadas. Exames descartaram outras 40 suspeitas.

Automedicação
Para evitar a expansão do surto, médicos receitaram, principalmente, antibióticos que têm o ciprofloxacino como princípio ativo. Foram medicados os que desenvolveram sintomas da meningite ou tiveram contato com infectados.

Sem orientação médica, parte da população passou a utilizar o remédio, cujo nome se espalhou por boca a boca. A automedicação com antibióticos como esse pode causar danos a uma pessoa saudável.

“O uso equivocado pode até matar bactérias que são úteis ao corpo, como os lactobacilos na vagina que impedem a infecção urinária”, diz Adriano Silva de Oliveira, presidente da Sociedade Baiana de Infectologia.

Os efeitos colaterais mais comuns desse medicamento são dor de cabeça, desconforto gástrico, náusea e diarreia. Em uma clínica de Porto Seguro, pacientes foram atendidos com dores abdominais por tomarem o antibiótico por período além do recomendado.

Há relatos de casos de crianças que foram medicadas pelos pais, apesar de o medicamento ser exclusivo para adultos. Para quem vai viajar, recomenda-se tomar a vacina e evitar aglomerações, lugares fechados e compartilhar objetos como talheres.

2 Responses to “Casos de meningite na Bahia aumenta automedicação”

  • TANIA disse:

    OI,ESTOU INDO PARA A BAHIA NO CARNAVAL E NÃO SEI SE DEVO TOMAR A VACINA. DIZ QUE SÓ COMEÇA A FAZER EFEITO 15 DIAS APÓS A APLICAÇAÕ. COMO VOU VIAJAR DAQUI A UMA SEMANA,ACHO QUE NÃO ADIANTA. OQUA OS MÉDICOS ACONSELHAM?

  • andrade disse:

    ESTA É A BAHIA QUE NOS ESTAMOS CONHECENDO , NO APORA-BA JÁ CHEGOU E ESPERAMOS QUE AS AUTORIDADES DO MUNICIPIO E ESTADO TOMEN AS DEVIDAS PROVIDENÇIAS , AI QUE SAUDADE ACM , NO FAROL DE ITAPOAN NÃO ME SINTO BEM EH JAUPERI QUE SAUDADES

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